por Robério Alves
1. A maior das lutas
Eu gostaria de compartilhar com vocês o que eu tenho considerado, ao longo dos anos, a maior das lutas. Eu queria ler com vocês dois versículos iniciais, em Mateus capítulo 16: o versículo 17 e o versículo 23.
Mateus 16, versículos 17 e 23, traz a experiência do Senhor Jesus com o apóstolo Pedro em duas ocasiões bem diferentes, mas muito próximas uma da outra. Foram duas experiências bem opostas: em uma, Pedro estava sendo canal de Deus; na outra, Pedro estava sendo canal do diabo.
“Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.”
“Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.”
Não é um trecho interessante? Ele acaba de ter uma experiência tão forte com a revelação de Deus e, logo em seguida, tem uma experiência em que Satanás fala através da sua boca. Essas duas experiências têm um fio comum que eu gostaria de destacar para falar sobre essa maior das lutas.
2. Pedro: entre a revelação de Deus e as coisas dos homens
Quando Jesus pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”, as respostas são: uns dizem que tu és Elias, outros, Jeremias, João Batista ou algum profeta. Ainda que Jesus fosse profeta, o que disseram sobre Ele não era fruto de algo revelado, mas de conhecimento, observação natural, lógica, percepção intelectual.
Então Jesus se volta aos discípulos e pergunta: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Na hora, Jesus discerniu que aquela declaração não poderia ser meramente racional, lógica, intelectual, natural ou humana. Era resultado de uma revelação do Pai que está nos céus.
“Quem Ele é e quem a igreja é não virá daquilo que somos capazes de perceber; virá daquilo que Deus é capaz de revelar.”
A igreja não é resultado daquilo que eu compreendo. A igreja é fruto de uma revelação. Assim como a identidade do Senhor Jesus. Paulo diz em Colossenses 2 que Jesus é o mistério de Deus. Se Ele é o mistério de Deus, só Deus poderá revelar esse mistério.
Há um conhecimento que chega a mim não por força de carne e sangue, mas por força da revelação de Deus. Há coisas que eu só saberei se me forem reveladas.
3. Secularização: a marginalização de Deus
Há um tempo, quando eu estava numa busca de Deus para compreender mais a igreja e trazer ensino, estudos e pregações, entrei num período de oração. Eu orava: “Senhor, ajuda-me a entender a igreja. O que pode vir contra a tua igreja? Como nós podemos cuidar da tua igreja? Qual é o maior inimigo da igreja?”
Naquele momento veio uma palavra de conhecimento: secularização. Eu entendi que era uma resposta à oração. Secularização é como uma cultura, um espírito: a marginalização de Deus, a exclusão de Deus da vida cotidiana das pessoas. É tirar Deus da vida diária, do dia a dia, das tarefas e das atividades; viver sem Palavra, presença, manifestação ou intervenção de Deus em nenhuma área.
Quando falamos em “vida sagrada” e “vida secular”, nessa própria dicotomia já existe uma declaração, ainda que inconsciente: sagrada porque Deus está ali; secular, onde é que Ele está? É como se o sagrado fosse restrito a um espaço e a um tempo, e as demais áreas e horas estivessem secularizadas, isto é, com Deus ausente.
“O nome disso é secularização: temos uma habilidade humana tão apurada que a presença de Deus parece desnecessária; temos uma capacidade tão excelente que o poder de Deus parece inútil.”
4. O terceiro sentido da carne: capacidade humana
A palavra “carne” tem, basicamente, três sentidos na Bíblia. Primeiro, carne como sinônimo de corpo. Segundo, carne como natureza pecaminosa. Mas há um terceiro sentido, e é nele que eu considero estar a maior das lutas: carne como capacidade humana, habilidade humana.
Quando eu encontrei essa expressão — “não foi carne e sangue” —, procurei entender melhor essa palavra “carne”. E aí você vai entender por que estou dizendo que essa é a maior das lutas.
la palabra carne tem basicamente três sentidos na Bíblia.
1) Carne como sinônimo de corpo. O primeiro sentido é carne como sinônimo de corpo.
Em João 6.55, Jesus diz: “A minha carne é verdadeira comida.” Aqui, carne está se referindo ao corpo.
2) Carne como natureza pecaminosa. O segundo sentido da palavra carne é a natureza pecaminosa. Quando se fala em alguém ser carnal, talvez esse seja o sentido mais conhecido por nós: uma referência à natureza pecaminosa.
Gálatas 5.19 fala sobre as obras da carne. E ali fala de prostituição, lascívia e outras obras da carne.
2) Carne como capacidade humana. Mas, agora atenta para esse terceiro sentido, que é que eu considero a maior das lutas. É justamente nesse terceiro significado da palavra carne, que está presente aqui na palavra de Jesus, quando Ele disse a Pedro, não foi carne. Porquê? Porque aqui o sentido de carne, é o sentido de capacidade humana, habilidade humana.
Observa Filipenses capítulo 3 versículos 4 e 5. É muito interessante esse texto. O apóstolo Paulo está dizendo ali o seguinte: se alguém poderia confiar na carne, esse alguém sou eu, muito mais eu posso confiar na carne.
E o que ele quer dizer com carne aqui em Filipenses? Prossegue o texto dizendo, ele fala: eu sou da tribo de Benjamin. Observa isso aqui, eu sou da tribo de Benjamin.
Olha a lista que ele vai dar: tribo de Benjamin, quanto a lei irrepreensível, hebreu dos hebreus, fariseu.
Observa, eu disse anteriormente que a palavra carne, no sentido de natureza pecaminosa, obras da carne também tem uma lista. A lista é prostituição, lascívia, obras da carne no sentido de natureza pecaminosa.
E agora veja a lista de Filipenses, que fala também de carne, só que agora a carne aqui é: eu sou da tribo de Benjamin. Não tem pecado ser da tribo de Benjamin. O pecado está na prostituição. Não tem pecado você ser irrepreensível quanto a lei, você ser fariseu.
Aqui, nesse terceiro sentido, eu considero a maior das lutas. Porque é quando essas qualidades, essas virtudes, essas habilidades, essa capacidade, essa força, torna-se objeto da minha confiança, como se dessas coisas viesse algo que pudesse se colocar no lugar de Deus.
Para mim é a maior das lutas.
“Não é a prostituição que pode me tornar alguém que substitui Deus; é o fato de ser da tribo de Benjamim que pode me colocar como alguém que substitui Deus.”
O nome disso é secularização. O que é a secularização? A secularização é: temos uma habilidade humana tão apurada que a presença de Deus é desnecessária. Temos uma capacidade tão excelente que o poder de Deus é inútil.
Quando Jesus, depois que teve esse encontro com Pedro, e que houve essa revelação de quem Jesus era, Jesus começa a anunciar que ele é necessário ir para Jerusalém, é necessário que ele morra, é necessário que ele padeça na mão das autoridades.
Ou seja, é necessário que ele, observe isso, é necessário que ele cumpra a vontade de Deus, tudo que foi estabelecido e prometido por Deus. É necessário então que ele se sujeite à vontade de Deus, ainda que seja uma vontade contra ele mesmo, Jesus Cristo. Presta atenção, contra ele mesmo.
Nessa hora, Satanás, Satanás, toma o mesmo Pedro e diz assim: vem cá Senhor, tem compaixão de ti, isso de modo algum te acontecerá. Aí o Senhor Jesus se volta para ele e fala: arreda Satanás. Porque Jesus discerniu que aquela declaração não era de Pedro, ela procedia do diabo. E fala assim: você Satanás só me serve de pedra de tropeço, porque tu Satanás só pensas nas coisas que são dos homens.
Quais são as coisas que são dos homens? É exatamente isso. As coisas que são dos homens são a habilidade e a capacidade humana para substituir Deus. É isso que é do homem. É isso que é do homem. É isso que é de mim. É isso que é de você.
5. Quando Deus parece necessário apenas na incompetência
Quando eu comecei a aprender a dirigir, você imagina, em São Paulo, amados, eu pedia que querubins e serafins parassem o que estavam fazendo e viessem. Era todo dia. Eu ungia o carro antes de sair. Cada saída era Salmo 91, Salmo 121, profetizava a Palavra e ia. Quando chegava, era gratidão, ações de graças, sacrifícios de louvor.
Depois de alguns meses, pronto: já era só com uma mão. Já nem lembrava mais. Bastava ver um anjinho e já estava bom. Eu sei que soou engraçado, mas vocês pegaram o espírito da coisa, não pegaram?
“É ter a ideia de que Deus é necessário quando eu estou precisando. Quando eu não mais preciso, Ele deixa de ser necessário.”
É ter a ideia de que a necessidade de Deus está ligada à minha incompetência. Quando eu me torno competente, não preciso mais dEle. É ter a ideia de que habilidade e capacidade são sinônimos de independência. Isso significa confiar na carne. Comecei, então, a compreender que essa era a minha maior luta.
6. O fio da autossuficiência nas Escrituras
Gênesis 3: tornar-se como Deus
Essa é a maior luta nas Escrituras. Tudo começa em Gênesis, quando Satanás tenta Eva: “Se você comer, seus olhos vão se abrir e você vai ser como Deus.” Eva é enganada. No capítulo 3, verso 22, o Senhor Deus diz: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal.” A partir dali, o homem é expulso do paraíso, expulso da presença.
Conhecedor do bem e do mal, tornou-se como Deus e, por isso, tornou-se opositor. O maior inimigo não é apenas Satanás, aquele que, em natureza, já é opositor. É aquele que se assemelha a Deus e agora se opõe a Ele confiando em si mesmo.
Gênesis 11: a Torre de Babel
No capítulo 11 de Gênesis, o que vemos? A Torre de Babel. Eles se reúnem porque entendem a potência que são, a capacidade que têm. E agora colocam essa capacidade a serviço da própria glória: excluir Deus, tomar o lugar dEle, torná-Lo obsoleto, inútil e desnecessário. Construir uma cidade e uma torre que toque os céus.
O desafio de crescer
Comecei a entender que essa é a maior das lutas: o desafio de crescer, de ser inteligente, de ser habilidoso, de adquirir riquezas, de ficar rico, de adquirir sabedoria, de se desenvolver e, ao mesmo tempo, continuar numa dependência de Deus.
“Deus, não é porque eu sei que agora eu farei. Eu continuo necessitando de uma palavra tua para que eu possa fazer.”
Não é fácil para o orgulho humano e para a vaidade humana conhecer o bem e o mal, crescer, desenvolver-se, tornar-se capaz em tudo e ainda ter que lidar com uma pessoa chamada Deus, infinitamente maior do que eu. É preciso ter um coração quebrantado, humilde e contrito para crescer e continuar submisso a Deus.
7. Quando a habilidade substitui o poder de Deus
Carne e sangue têm que estar em seu lugar. Não podem tomar o lugar de uma revelação, porque não é próprio de carne e sangue. O grande mal da secularização é quando a minha habilidade substitui o poder de Deus.
“Não há problema em levar a arca em um carro novo. O problema é quando o carro novo substitui o modo de levar a arca nos ombros dos levitas.”
A questão não é o que sou capaz de fazer. A questão é se o que estou fazendo está tomando o lugar daquilo que Deus deveria estar realizando. Isso significa que a minha habilidade caiu nas mãos erradas do orgulho.
8. Uma linha bíblica: carne, Espírito, obras e graça
João 1.13 e João 3: gente nascida do alto
João 1.13 declara que os filhos de Deus não nasceram segundo a vontade da carne, do sangue ou do homem, mas segundo a vontade de Deus. A igreja é formada por gente nascida do alto, não apenas gente agregada ou somada. Quando a igreja cresce, não é simplesmente um crescimento social; é um aumento de filhos e filhas nascidos pelo poder do Espírito Santo.
A igreja não é um ajuntamento simples de pessoas. Isso se faz num clube ou em qualquer outra instituição. A igreja são pedras vivas: gente regenerada, nascida do alto pelo poder e pela vontade de Deus. Amados, eu nasci de novo porque Deus quis. É da vontade de Deus que eu tenha nascido.
Romanos 10 e 1 Coríntios 2: justiça e poder
Romanos 10 fala da justiça que vem da lei e da justiça que procede da fé. Em 1 Coríntios 2.4-5, Paulo diz que não foi a Corinto com linguagem de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Em 1 Coríntios 2.14-15, o homem natural não compreende as coisas do Espírito, enquanto o homem espiritual discerne todas as coisas.
2 Coríntios 3.6: a letra e o Espírito
Em 2 Coríntios 3.6, Paulo contrasta a letra que mata e o Espírito que dá vida. Quando estivermos ensinando e ministrando, seja na pregação, seja nos cursos que a igreja oferece, que não seja tão somente a letra e o conhecimento da letra, mas que o Espírito esteja operando e atuando nessas ministrações e nesses ensinos.
“Que esse conhecimento não seja um acúmulo ao longo dos anos sem exercer transformação de vida.”
Que o ensino seja no Espírito, para que a Palavra ensinada esteja, de fato, curando quem está enfermo, libertando quem está oprimido e salvando quem está perdido.
2 Coríntios 10.4 e Gálatas 3.3: armas e confiança
2 Coríntios 10.4 fala sobre armas que não são carnais, mas poderosas em Deus. Em Gálatas 3.3, Paulo pergunta se, tendo começado no Espírito, agora terminariam na carne. Carne, aqui, significa confiar em si mesmos, confiar nas próprias obras, excluindo Cristo e negando a sua obra redentora na cruz.
Gálatas 4.23: Ismael e Isaque
Gálatas 4.23 fala de Ismael, filho da carne, e Isaque, filho da promessa. Carne aqui não é pecado; é a capacidade que Abraão tinha de gerar. Abraão e Agar tinham capacidade biológica para gerar, e Ismael nasce do que eles fizeram por conta própria, fora da vontade de Deus.
Isaque é o filho da promessa, nascido quando Abraão já estava amortecido em seu corpo e Sara era estéril. Hebreus 11.11 diz que Sara recebeu poder para gerar. Ela recebeu um poder sobre-humano. Onde há promessa, não há lógica humana que resista. Onde há promessa, há o impossível.
Efésios 2.8-9: obras e graça
Efésios 2.8-9 fala da salvação não pelas obras, mas pela graça. São textos que mostram uma linha de conduta: pessoas adquirem capacidade de desenvolvimento próprio, criam sistemas de conduta e comportamento, regulam a vida e o cotidiano e, então, excluem Deus.
“Fizeram para si cisternas rotas, que não retêm água, e deixaram de lado o manancial das águas vivas.”
9. O espírito de Laodicéia: a ilusão da autossuficiência
Esse é o espírito de Laodicéia, em Apocalipse 3.17: “Eu estou rica, estou abastada e não preciso de coisa alguma.” A igreja tem a ilusão da autossuficiência por causa da sua prosperidade, do seu crescimento, da sua habilidade e do seu desenvolvimento. E o Senhor diz: “Tu não sabes que és pobre, cega e nua.”
Provérbios 3.5 diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento.”
10. O fariseu e o publicano: duas formas de orar
Em Lucas 18.9-14, dois homens vão orar: um fariseu e um publicano. A oração do fariseu é a ilustração viva do que estamos falando. Ele tomou a própria conduta e a retidão do caráter como objeto de apoio e fundamento da vida. Confiava em si mesmo por causa das suas virtudes.
“A cruz não é necessária para quem confia na carne.”
O publicano, ao orar, bate no peito e diz: “Tem misericórdia de mim; sê propício a mim, porque sou pecador.” Ele invocava a propiciação do sangue do Cordeiro. A oração do publicano é a oração de quem recebe o que o Calvário fez. A oração do fariseu é a oração de quem considera o Calvário inútil.
11. Jacó: ser tocado por Deus
Eu quero encerrar lembrando Gênesis 32, a luta de Jacó com o anjo. Eu gosto dessa imagem para dizer: a minha maior luta não é contra Satanás. A minha maior luta é com Deus mesmo, para que Ele me toque de tal maneira que toque no nervo ciático da minha alma e no nervo ciático do meu coração.
Que Jacó, aquele que segura pelo pé, que busca o próprio interesse e só pensa nas coisas que são dos homens, se transforme em Israel: aquele que é príncipe de Deus, aquele que pensa nas coisas de Deus.
“Eu quero me desenvolver com excelência em todas as áreas da minha vida, mas jamais quero que esse desenvolvimento me torne inimigo do meu Deus ou O exclua da minha vida.”
Eu quero enfrentar o desafio de ter muito em todas as áreas, mas continuar com o coração absolutamente dependente, simples, humilde, quebrantado e contrito em meu espírito, dizendo: “Tudo isso sem ti não é nada. Tudo isso sem ti não é nada. Vem, Senhor, e toca no coração como tocaste em Jacó. Toca nesta casa.”
12. Ouro, prata e a perda do poder
A igreja de hoje é muito mais capacitada do que antes, muito mais habilidosa do que antes. Eu lembro de uma pequena história, apenas para ilustrar. Alguém disse a uma grande liderança da igreja, lembrando Atos 3 e o homem paralítico na porta do templo: “Nós não podemos mais falar como Pedro que não temos ouro nem prata. Veja quanto ouro e prata alcançamos como igreja.”
Aquela liderança respondeu: “Tem razão. Mas também não podemos dizer: levanta e anda.”
“Não queremos perder o coração contrito.”
13. Oração final
Senhor amado, em nome de Jesus, queremos ter um coração contrito. Não nos deixes perder o coração contrito. Não nos deixes perder. Aviva-nos. Entramos este ano orando: aviva-nos. Aviva-nos. Não nos deixes perder o coração contrito e quebrantado. Ajuda-nos, Senhor.
Abençoa cada um neste lugar. Abençoa cada líder, cada filho e cada filha. Abençoa a tua igreja no Brasil.
Ó igreja brasileira, que tem crescido, crescido numericamente, crescido em tantas áreas, crescido em talentos, capacidade e tecnologia; tem avançado e alcançado mais recursos financeiros. Senhor, não nos deixes perder o coração contrito, o coração simples, o coração quebrantado, o coração que depende, que se humilha, que se dobra e que se prostra.
Queremos ser homens e mulheres prostrados, que continuam, mais do que nunca, orando, clamando e permanecendo diante de ti para dizer: “Deus, se não for o Senhor, se não for uma palavra tua, se não for pela tua direção…”
Nós somos hoje uma geração que sabe mais do que gerações passadas. Alcançamos mais na mídia, temos mais habilidades evangelísticas, adquirimos mais recursos didáticos e temos acesso a mais versões da Bíblia. Ó Deus, não deixes a tua igreja perder o coração simples, o coração que se volta em jejum e oração ao Senhor.
Ó Deus, em nome de Jesus, não queremos criar um reino à parte de ti. Clamamos nesta hora: aviva-nos, aviva-nos. Colocamos todas as nossas aquisições no teu altar — materiais e espirituais, abstratas e concretas. Tudo o que temos produzido, adquirido, alcançado e conquistado, colocamos diante de ti.
Não queremos nos afastar de ti por causa dessas coisas. Não vale a pena. Tu és maior do que tudo. Tu és maior do que tudo.
Robério Alves é pastor da Igreja Batista do Povo, Vila Mariana-SP.
Mensagem proferida no culto de 05.7.2026.



