João 17 e a glória da cruz: o caminho da vida eterna

brown wooden cross on brown wall

 

 

por Ilaene Schuler

A morte de Jesus na cruz não veio apenas para resolver o nosso passado.
Ela veio para formar um povo.

É verdade: na cruz, Jesus levou sobre si o nosso pecado, nos reconciliou com Deus e nos deu perdão e vida eterna.
Mas, em João 17, Jesus mostra que sua entrega ao morrer não gera somente pessoas salvas. Ela gera discípulos santificados, unidos e aperfeiçoados em comunhão.

Jesus se santifica, se consagra a si mesmo. Ele se oferece voluntariamente.
Como sacerdote e vítima ao mesmo tempo, entrega a própria vida em favor dos seus.
Ele é o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. É aquele que dá a vida pelos amigos.

Por isso, em João 17, a morte de Jesus não é apresentada apenas como o lugar onde o pecado é tratado. Ela é apresentada também como o caminho por meio do qual um novo povo é formado.
E, em sua oração, Jesus destaca quatro propósitos da sua morte relacionados aos discípulos.

Primeiro: que eles sejam santificados na verdade.
A morte de Jesus não apenas perdoa. Ela também forma os discípulos na verdade.

Segundo: que todos sejam um em Deus.
A cruz não salva apenas pessoas isoladas. Ela cria comunhão. Ela forma uma família espiritual.

Terceiro: que sejam um como o Pai e o Filho são um.
Essa unidade não é superficial. Ela nasce da própria vida de Deus. Os discípulos são chamados a refletir, de forma visível, a comunhão entre o Pai e o Filho.

Quarto: que sejam aperfeiçoados na unidade.
Jesus fala de uma comunhão que amadurece, cresce e se torna testemunho diante do mundo.

Então, em João 17, a morte de Jesus não gera apenas indivíduos perdoados.
Ela forma uma comunidade de discípulos de Jesus, que são santificado pela Verdade, vivem em comunhão.
E tudo isso está ligado à missão: para que o mundo creia que o Pai enviou o Filho.

Ilaene Schuler é discípula de Jesus, esposa de Daniel Vargas, missionária Sepal e Diretora do Instituto IIFD, do qual o ministério Igrejas Discipuladoras faz parte. Atua no Brasil e na América Latina servindo igrejas por meio do Movimento Igrejas que Intencionalmente Fazem Discípulos (IIFD).

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