Há líderes e pessoas em certas igrejas cuja identidade parece estar profundamente ligada àquela comunidade específica — ao grupo, ao pastor, ao líder local.
Quando, por algum motivo, são tiradas desse contexto, mudam de cidade ou enfrentam alguma transição, sentem-se confusas e perdidas.
Muitos não conseguem encontrar outra igreja “como aquela” de onde saíram. Mas é importante lembrar:
o nosso vínculo primário não é com a igreja, é com Cristo.
Estamos na igreja porque estamos em Cristo, não o contrário.
A minha identidade é uma identidade em Cristo, e é a partir desse relacionamento que passo a me ver e me entender, não apenas como cristão, mas como pessoa, como indivíduo e como parte da comunhão do corpo de Cristo.
Muitas pessoas se frustram, cansam-se, e até abandonam a fé ou a comunhão cristã por causa das dificuldades e conflitos inevitáveis nas relações comunitárias e institucionais.
Mas esse não é o verdadeiro problema.
O problema é que muitos têm sua identidade e seu vínculo em algo ou alguém que não é Cristo. Quando isso acontece, tudo desmorona diante da primeira frustração.
Jesus disse: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.”
Essa é a chave. A identidade que permanece é aquela fundamentada em Cristo, e não nas estruturas humanas.
Esse princípio é, na verdade, trinitário.
Ele reflete o mesmo relacionamento eterno que o Pai e o Filho compartilham, um vínculo de amor, comunhão e unidade perfeita.
E é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, quem torna esse relacionamento real e possível em nós. Por isso, posso afirmar com convicção:
A minha identidade está em Cristo.
Ricardo Barbosa




