por Ilaene Schüler
“É sempre possível identificar quando uma pessoa esteve contemplando a glória do Senhor, porque no íntimo do nosso ser, sentimos que ela reflete o caráter do próprio Senhor. A lição mais difícil da vida cristã é aprender como prosseguir ‘contemplando, como por espelho, a gloria do senhor..’ 2. Co 3.18” Oswald Chambers
“E todos nós,
com o rosto desvendado,
contemplando como por espelho a glória do Senhor,
somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem…” 2 Co 3.18
Todos nós: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava do seu caminho…” Is 53.6ª
Todos temos dentro de nós uma saudade do nosso Criador. O pecado nos separou Dele. O pecado faz separação entre nós e nosso Deus, diz a Palavra.
“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3.23.
Então, o caminho da graça, da volta para o Criador, para a casa do Pai é oferecido também a todos.
Com o rosto desvendado:
O que nos possibilita o desvendar do rosto, nos mostrar, mostrar nossa limitação, nos achegarmos a Deus:
“… mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós.” Is 53.6b
Se concordarmos com Deus, se enxergarmos como Ele, por meio da confissão podemos ser libertos de todo pecado.
1 Jo 1.9: “Se confessarmos o pecado, Ele é fiel e justo para nos perdoar o pecado…”
Mt 5: “Bem aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos céus.”
O reconhecimento de nossa pobreza nos leva fronteira moral onde Jesus opera. Esse é o primeiro princípio básico do reino de Deus. No Reino de Jesus Cristo, o essencial é pobreza e não o que possuímos, que resulta num sentido de absoluta incapacidade sem Ele: “Por mim mesmo, não posso fazer nada” (Jo 5.19-20a).
Precisamos ir a Jesus como pobres de espírito para recebermos Dele tudo que devemos ser. Pois, quando nasço de novo pelo Espírito de Deus, percebo que Jesus Cristo não veio apenas para ensinar; veio para fazer de mim aquilo que Ele ensina que devo ser. É reconhecer minha pobreza e ir a Jesus diariamente para que Ele complete sua obra. Só o reconhecimento da nossa própria pobreza nos leva ao terreno fértil onde Jesus opera.
contemplando como por espelho a glória do Senhor,
A glória do Senhor:
Jo 1.14: ‘E o verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça é de verdade é vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai”
Como definição de glória podemos falar da beleza, esplendor ou o brilho de Jesus que revela o seu verdadeiro caráter movendo-nos a admiração, louvor e até assombro.
Sua glória é o brilho de tudo o que Jesus é, seu caráter, seu verdadeiro ser, suas obras, palavras e proposta.
Essa glória foi revelada de forma maravilhosa na cruz. Cada atributo de Deus se revela de forma surpreendente especial na cruz: seu amor, sua santidade, sua misericórdia, sua graça, sua sabedoria, seu poder e assim por diante.
O livro de Apocalipse revela a pessoa de Jesus Cristo Apocalipse demonstra a glória, a sabedoria, e o poder de Jesus mais do que qualquer outro livro. Mostra autoridade de Jesus sobre a igreja, o poder e o direito que Jesus tem de julgar o mundo.
A revelação de Jesus se aprofunda principalmente imagens mostrando diferentes facetas Dele: o pastor das igrejas; o entronizado que junta as imagens de leão e ovelha, o juiz e o guerreiro; Rei dos Rei e Senhor dos Senhores que é apresentado ao final de uma série de batalhas espirituais celestiais; e o Noivo apaixonado que em Apocalipse 21 eleva a noiva, sendo a figura central.
Jesus é como um diamante com múltiplas facetas brilhantes. E Jesus veio revelar a glória do Pai para nós.
Contemplamos como por espelho:
O lavrador não consegue fazer germinar o grão; tudo o que ele pode fazer é prover as condições certas para o crescimento do grão. Ele lança a semente na terra onde as forças naturais assumem o controle e fazem surgir o grão. O mesmo acontece com as Disciplinas Espirituais – elas são um meio de semear para o Espírito. Elas são os meios de graça de Deus. A contemplação é uma disciplina espiritual requer tempo e solitude. A contemplação nos coloca onde Deus possa trabalhar dentro de nós e transformar-nos.
Somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem:
Contemplando Jesus, nos tornamos como ele. Somos transformados à imagem do ser que adoramos (Salmos 115:8). De glória em glória, indica uma glória sempre crescente. Assim como os cristãos contemplam a glória de Deus, o Espírito de Deus os transforma para que a semelhança de Jesus Cristo se manifeste na vida deles. Essa é uma descrição do processo gradual de santificação. Uma necessidade que continuará até o céu.
Precisamos crescer em nossa habilidade de seremos transparentes e vulneráveis diante de Deus e com pessoas com quem caminhamos em discipulado, vivendo processos profundos de transformação para que a glória de Deus se revele em nossa vida.
O nosso melhor para a Sua glória!




